ODILIA de Patrícia Portela

um espectáculo multimédia para os jovens dos 6 aos 16 anos

SINOPSE
Odília, é uma musa confusa.
quando tinha 7, 8, 9, quase 30 anos, viu um anúncio no jornal para tarefas inspiradoras e concorreu. Quando chegou às entrevistas, estava atrasada e já não havia mais nenhuma vaga, e Odília, sentindo-se a única musa desempregada no mundo, sai porta fora, e corre, corre, corre, corre, até tropeçar numa outra musa… Penélope.

Fragmentos do Texto
“As musas nascem entre o dedo mindinho, o coração e o cérebro humanos. São muito pequeninas, muito microscópicas (...)/[[...]. Navegam de forma organizada e activa pelo cérebro, e para comunicar entre si fazem-no através de impulsos eléctricos e reacções químicas.
Existem musas normais e musas confusas:As musas normais são tamanho S, M, L ou XL, inebriam, embriagam, enfeitiçam, inspiram, e aparecem antes, durante ou por causa do processo criativo, transformando uma ideia luminosa num corpo divino e tangível.
Aparecem frequentemente nuas ou seminuas em vestes transparentes e são responsáveis pela poesia erótica, pelo delírio romântico e pela Música do Universo.
São umas grandes convencidas e só usam roupa de marca e há quem diga que vivem em museus mas é mentira, só lá estão nas férias grandes e às segundas-feiras, quando os museus estão fechados...
As musas confusas... as musas confusas são todas Odílias e parecem ser exactamente o mesmo mas são exactamente o contrário… em vez de andarem por aí a inspirar, procuram desesperadamente alguém que as inspire.
Texto de Patrícia Portela

EQUIPA
Texto selecção de imagens e espaço Patrícia Portela
Performer Célia Fechas
Dramaturgia Bart Van Den Eynde
Design sonoroe música Christoph de Boeck
Direcção de Fotografia e imagem vídeo Leonardo Simões
Composição gráfica dos vídeos e programação Irmã Lucia Efeitos Especiais
Design de Luz Zé Rui
Construção do cenário Helder Cardoso
Estruturas de Metal Leonel & Bicho
Duração: 1h
Língua: Pode ser apresentado em Português, Francês, Neerlandês, Inglês, Espanhol, Italiano e meio alemão/meio inglês.
Uma produção Prado (PT) e Laika (BE)
Projecto subsidiado pelo IA/MC 2006 | Laika tem o apoio da Vlaamse Gemeenstschaap.
Co-produção de Festival Temps d’Images / CCB / Tanzhaus Dusseldorf
Apoio e residência Lugar Comum e ZDB
Apoio logístico de CML arquivo histórico municipal, SONY Portugal, TESA, BOSCH
Prado teve o apoio para consolidação da Fundação Calouste Gulbenkian em 2006 e o apoio do Instituto Camões para a itinerância internacional.
Um agradecimento especial ao apoio dado a este projecto pelo Teatro Viriato, Festival Circular, Transforma, Wpzimmer, e ainda Steven Brys, Helena Serra, Patrícia Bateira, Eva Nunes, Luís Rego, Fernando Monteiro, João José Palma Bértolo, Jean Paul Lespagnard, Inês Barahona, entre outros.

TOUR
Estreia no CCB/Festival Temps d’images, Outubro, 2006
Teatro Viriato, Viseu, ZDB, Lisboa
Tanzhaus Dusseldorf, Outubro e Novembro de 2006
Apneteater, Oslo, Outubro de 2007
Tour na Bélgica em Abril e Maio de 2008
Centro Cultural das Caldas da Rainha, Dezembro de 2008
CCKortrijk, Fevereiro de 2009, Teatro Municipal de Aveiro em Novembro de 2009
Pavilhão do Conhecimento/Hoje quem Manda Sou Eu: 31 de Julho de 2010
Nova versão para escolas – estreia a 3 de Dezembro de 2011 em Antuérpia – Praan vzw

IMPRENSA

“Odilia deambula distraída, ainda tem a toalha à volta do corpo, ainda não está preparada para receber convidados no entanto a sala já está cheia de jovens espectadores. “Vocês assustam-me. O que é que estão aqui  afazer?” As crianças reagem ao grito com um grito. “Professora, ela está assustada”, sussuram. O choque é ainda maior quando a toalha cai ao chão inesperadamante. “Olha, ela está a mostrar as cuecas”, “Professora, o que é um acidente?”. Desde os primeiros minutos do espectáculo é evidente que esta não é uma pela de teatro convencional: Odília provoca as crianças, toca-lhes, sussura-lhes ao ouvido. Num momento está ao lado delas e de repente desaparece.”
Maria João Caetano in Diário de Notícias

"Desde os anos 70 que uma narrativa portuguesa não trabalhava de forma tão subversiva à volta da ideia da representação da realidade…Em Odília, Patrícia Portela cria uma linguagem única, esmagadora, hipnotizante..."
Miguel Real in Jornal de Letras

"mais uma peça bem sucedida de Patrícia Portela, desta vez para um público jovem"
in Jornal de Letras

"a forma como ela (Célia) interpreta, é desarmante. Odília estimula a fantasia e inspira a infinita necessidade de descobrir a vida."
De Morgen, Maio 2008





Nymph, de Christoph De Boeck (audio) | imagens