TRILOGIA FLATLAND de Patrícia Portela

SINOPSE

“Trilogia Flatland” é um espectáculo em 3 episódios que conta a trágica vida de um Homem Plano que um dia descobre que lhe falta uma terceira dimensão.
O Homem Plano reflecte sobre mundos da bidimensionalidade e sobre perspectiva até descobrir que pode existir no mundo 3D, mas que a sua existência neste mundo é apenas possível se existirem espectadores a olhar para ele.
Contente com a descoberta mas descontente com a dependência, o Homem Plano desenha uma estratégia para conquistar uma imortalidade tridimensional: organiza o rapto dos seus espectadores num autocarro camarário e oferece-lhes uma excursão pelo mundo da ilusão e do terrorismo para que se mantenham a olhar para ele. O Homem Plano descobre que a máquina de produção da realidade é “o” espectáculo e que, através da repetição de imagens, histórias, números de cabaret e/ou circo, o Homem Plano mantém o espectador atento, e consequentemente, mantém-se “real” no mundo 3D, rodeado de câmaras de vigilância, espelhos retrovisores e projecções que reflectem e reproduzem constantemente para a eternidade.
Por um momento, o mundo obedece (mais uma vez) a uma construção paralela do próprio mundo. Teatro e Terrorismo encontram-se na sua função primordial: Ambos criam ficção em tempo real! O Homem Plano conquista a imortalidade tridimensional através do loop.
Mas até a eternidade tem um fim, mesmo nas histórias. O Homem Plano percebe que andam à sua procura e que o rapto dos espectadores não poderá ser sustentado para sempre como planeado.
O Homem Plano liga a rádio e a televisão. Em todos os média se fala dele.
O Homem Plano precisa de mais um plano para “ser sendo visto” e para existir de forma definitiva no mundo “real”. A solução é encontrada no jornalismo: assim haverá sempre um foco e uma câmara atrás de si. Haverá sempre uma notícia, uma realidade inventada e perseguida por multidões: O Homem Plano inventa a máquina de vácuo e a partir daqui a história continua através da televisão.

Fragmentos do Texto
Eu olhava para ti e tu olhavas para mim.
Era a primeira de mil e uma noites.
Chamavas-te Elena Yaroshuk.
Eras uma mulher madura, não eras princesa nem virgem mas gostavas de ir ao teatro. Deixavas pela primeira vez os teus dois filhos em casa de uma vizinha para ires ver um espectáculo com o teu novo namorado.
Eu olhava para ti mas tu não me vias.
Tu aprontavas-te, vestias-te de cor-de-rosa, fazias um risco na barriga das pernas com um lápis para os olhos imitando uns colãs caros que não podias comprar.
Partias de carro com o teu novo namorado.
«O primeiro acto foi perfeito», disseste tu. O segundo abriu com uma dança de pilotos militares, todos em uniformes caqui. Primeiro pensaste que fazia parte do espectáculo musical, mas quando viste homens vestidos da mesma maneira na plateia e nos balcões do teatro, percebeste que não era o caso. A peça foi interrompida e um homem que não era actor saltou para o palco e disse: A partir de agora serão nossos reféns até os nossos pedidos serem satisfeitos.
Olhaste à tua volta outra vez e viste mulheres que, como tu, também tinham deixado os seus filhos em casa, mas estas mulheres estavam todas vestidas de preto e estavam preparadas para morrer pelas mesmas razões que os não actores em uniformes caqui.
O segundo e último acto foi assustador e durou setenta e duas horas. Sem banda sonora, sem grande final, sem aplausos. Quando a polícia chegou, tomando o edifício de assalto, retirou de imediato todos os espectadores feridos, e limpou todos os vestígios dos mortos.
Foi dada uma ordem: Todos os mortos inocentes deveriam sair. Deixar-se-iam ficar apenas os mortos necessários: Todas mulheres, todas viúvas, todas suicidas. Assim que a operação terminou, todos os jornalistas foram convidados a entrar e a beijá-las com os seus pequeninos flashes.
E quando se é beijado por um jornalista, vive-se feliz para sempre.

Flatland I - Para cima e não para Norte
Prémio Maria Madalena de Azeredo Perdigão / ACARTE 2004
Top 5 espectáculos de 2005 pelo Expresso

Flatland I é um espectáculo multimédia, onde letras, sons e imagens em movimento compõem e transformam um livro de 3mx4m. Um livro que se pode ver, ler, ouvir, e absorver de diferentes maneiras.

duração: 50 min aprox
texto: em inglês

II – Ser é ser Visto!
Top 10 dos melhores espectáculos de 2005 pelo Diário de Notícias

Flatland II (Ser é ser Visto!) é um rapto de espectadores, um DVD ao vivo que se descasca num espectáculo multimédia e em diferentes realidades e performances, todas oferecidas à velocidade de um clic, incluindo a salvação graças a um homem da Telepizza, com direito a helicópteros, Aladinos, números de magia, insufláveis, e banda sonora de Enrio Morricone com lágrima no canto do olho e sabor a martini (ou a chocolate quente).

Duração: 90 min aprox Lotação máxima : (depende do tamanho do autocarro)
Texto: em inglês com possibilidade de tradução simultânea

III – Baseado em histórias verídicas

Os espectadores podem seguir tudo o que se passa dentro e fora da fantástica vida plana através de notícias, slogans, trailers, videoclips de promoção, e programas de informação. Entrevistas, testemunhas, opinion-makers, especialistas, vítimas, entre outros, fazem parte deste grande evento mediático em formato de telenovela jornalística.
Este é o episódio que fechará o ciclo Flatlândico e consiste numa instalação de 9 televisores e centenas de canais de televisão transmitidos em simultâneo. Uma puzzle jornalístico, um zapping da realidade do Homem Plano para conquistar o Espaço.

Duração . 15min (com possibilidade de loop durante o café)

EQUIPA TRILOGIA FLATLAND
Texto, imagem e coordenação Patrícia Portela
Interpretação Anton Skrzypiciel
Design sonoro Christoph de Boeck
Direcção técnica e composição gráfica de clips Helder Cardoso
Layout das noticias e DVD menu Irmã Lucia efeitos especiais
Layout e programação do livro Irmã Lucia efeitos especiais
Apoio técnico no Lugar Comum Hélio Mateus
Apoio técnico em Antuérpia Peter de Goy
Apoio técnico em Montemor-o-Novo Carlos Jorge Carmo
Construção do suporte do livro Antoine Vandewaude
Apoio e assistência, captação registo espectáculo Patrícia Bateira
Captação de imagem vídeo Leonardo Simões
Apoio técnico à iluminação Carlos Jorge Carmo
Produção Patrícia Portela e Helena Serra
Participação especial de Luís Gouveia Monteiro e guest stars como telepizza man

Espectáculo(s) Subsidiado(s) por . MC / Instituto das Artes e Fundação Calouste Gulbenkian
Uma co-produção . Wpzimmer (BE), Espaço do Tempo, ZDB, João Garcia Miguel, Lugar Comum, Festival Citemor e Alkantara Festival

Apoio Internacionalização . Instituto Camões / Embaixada Portuguesa na Noruega e na Rússia

Apoios . Transforma, Casa Ferreira, Centro Nacional de Cultura, editora Fenda, Embaixada Lomográfica, Bacardi Portugal, C.M.L, C.M.O. / Junta de Freguesia de São Julião da Barra, Centro Nacional de Cultura, Telepizza, Braz&Braz, BOSCH, TESA Portugal, XEROX, Pastelaria Versailles, 5 à Sec e Cafés Delta.

Agradecimentos especiais à SONY Portugal.

Agradecimentos . Luís Gouveia Monteiro, António Saraiva, Ana Pais, Vasco Santos, Pedro de Almeida, Sónia Baptista, Rui Horta e toda a equipa de Montemor-o-Novo, Hélio Mateus, Miguel, António Delgadinho, Paulo Braga, Paula Cerejeiro, Inês Branco, Alexandra Prista, Diana Roquette, Naxto Checa, Marta Furtado, André, Pipa, Serguei, Sr. João Paulo e Vale de Mafra, os senhores do Fiat Tempra, Maik Magic, João Tovar e Restart, Francisco Barbosa e Teatro Municipal de São Luiz, Luís Miguel Castro, João e Teolinda Portela, Marlene Trindade, Sofia Goulão, Eva Nunes, Jorge Barreto Xavier, José Estorninho, Edgar Pêra, Vasco Santos, Sr. Bernardino, Sónia Baptista, Ana Pais, Sr. Nuno Ferreira, SONY, Diana Roquette, João Garcia Miguel, Eva Nunes, Rui Horta e toda a equipa de Montemor-o-Novo, Miguel (LC), entre outros.

TOUR FLATLAND I
Ante-Estreia Festival de Imagem de Oeiras, 1 e 2 de Outubro de 2004
Estreia Bélgica Festival Amperdans . Antuérpia, 7 e 8 de Outubro de 2004
Estreia Portugal Festival Número, Lisboa, 4 de Novembro de 2004
18 a 22 de Nov 04 Festival X, Clube Estefânia, Lisboa (PT)
25 e 26 de Fev 2005 Something Raw Festival, Amesterdão (NL)
6 Mai 205 Danças com Livros . Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo (PT)
2 a 4 Mai 05 Galeria Zé dos Bois, Lisboa (PT)
4 Jun 05 Festival Disorientation or the new ways of storytelling, Amsterdão (NL)
7 Jul 05 Szene Festival, Salzburgo (AT)
11 a 13 Ago 05 Festival Citemor, Montemor-o-Velho (PT)
18 Set 05 Plataforma Dança Faro Capital Europeia da Cultura, Faro (PT)
8 e 9 Out 05 Ultima Music Festival, Oslo (NO)
16 Nov 05 NetFest, Moscovo (RU)
9 a 15 Mai 06 Portuguese Performance Festival, Blue Elephant Theatre, Londres (UK)
30 e 31 Jun 06 Impuls Tanz, Vienna (AT)
20 Ago 06 Mladi Levi Festival, Lublijana (SI)
16 e 17 Set 06 FIMP, Porto (PT)
26 Oct 06 Festival Sonda, Porto (PT)
15 e 16 Mar 07 Trondheim Bastard Festival, Trondheim (NO)
24 Abr 07 Beirut Dance Festival, Beirute (LB)
29 Abr 07 Ramallah Dance Festival, Ramallah (Palestina)
Maio 10, Feira do Livro de Lisboa, Lisboa (PT)
31 Jul 10 Pavilhão do Conhecimento, Lisboa (PT)

TOUR FLATLAND II
Estreia Portugal Galeria Zé dos Bois, Lisboa, 16 a 23 Maio 2005
11 a 13 Ago 05 Festival Citemor, Montemor-o-Velho (PT)

TOUR TRILOGIA FLATLAND
Estreia Bélgica Say it Now Festival, Ghent, 17 a 25 Fevereiro 2006
Estreia Portugal Festival Alkantara, Lisboa, 11 a 14 Junho 2006
30 Mar a 1 Abr 06 Festival MIRa!, Toulouse (FR)
21 e 22 Jun 06 Teatro Viriato, Viseu (PT)
24 e 25 Fev 07 New Territories Festival, Glasgow (UK)
 




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