WASTEBAND uma performance virtual com chá (e um livro) de Patrícia Portela

Menção Honrosa Prémio ACARTE/Madalena Azeredo Perdigão 2003
Prémio Reposição Teatro na Década do Clube Português de Artes e Ideias

Em oito minutos e meio Sergei Krikalev ultrapassa a atmosfera e perde a gravidade; Tânia, senta-se num café, à espera, o vizinho de Krikalev chega ao Espaço mantendo os pés bem assentes na Terra, a lua cai numa praia cheia de sapos, a União Soviética desmorona-se, e José, deitado numa cama de hospital, conclui que o que lhe faz falta não são as pernas dele mas as impressões digitais dela, pede um coração artificial e faz restart. Como está cientificamente provado que não nos podemos lembrar de mais do que 7 coisas ao mesmo tempo, Tânia esquece José. Krikalev, lá em cima, pensa em chorar mas não vale a pena: no Espaço as lágrimas não caiem, só causam chatices. E há oito minutos e meio atrás?: fazemos rewind para avançar na história.
Somos uma sucessão de momentos vividos ao máximo e reduzidos ao mínimo. Somos como fotografias.


EQUIPA
Texto, interpretação e imagem Patrícia Portela
Design de som Christoph de Boeck
Design do espaço Eric da Costa
Vídeo Patrícia Bateira e Patrícia Portela
Assistência técnica e aos ensaios Susana Vidal
Direcção e produção executiva Patrícia Portela e Helena Serra

Uma co-produção com Casa Dias da Água

APOIOS
MC/IPAE, Sony, Lugar Comum, CNC, Transforma, Centro Coreográfico de Montemor-o- Novo, Imprensa Nacional Casa da Moeda, Kodak, Casa de Macau, CML, MacPaio, Cafés Delta, Oceanário, TAP. Espectáculo incluído na programação tangencial da Experimenta Design 2003, sob o tema "Beyond consumption".

Agradecimentos : Lúcia Sigalho, António Saraiva, Ana Pais, David Palma, Paula Castro Rosa, João e Teolinda Portela, Hugo Sousa, Luís Rego, Rui Horta, Hélio Mateus, Isabel Garcez, Susana Vidal, Koen Tachelet (APT), Stef Franck, Els Brans, Emil Hrvatin, Maaike Bleeker, Ana Alves, Raquel Arnaut, Teresa Ferreira Gomes, Leonel Caldeira, António Bicho, António Santos, Rui Leitão, Rui Gomes, Empresa Leonel & Bicho, Centro de Arqueologia de Almada, Francisco Silva, Maria Luísa Cabaço, Cães Solteiros, João Figueira Nogueira, Rodrigo Frazão - Animacroma Filmes, Inês Ribeiro, Ana Caessa, Rui Vicente, Célia David, Nuno Olim, Laurent Simões, Paulão, Olivier da Costa, APT, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Nacional D. Maria II, Fundação Oriente e CCB, pelo seu apoio a este projecto no ano 2000, equipa de Lan Tao (Tânia da Fonte, José Baptista, Peter Michael, Pedro de Andrade, Inaki Zoilo, Carla Sampaio, Pedro Murteira), entre outros.

(Wasteband de Patrícia Portela, Editorial Caminho, 2014)

TOUR
Casa dos Dias da Água . Lisboa, Outubro de 2003
Novembro 03, Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo (PT)
Março 04, De Singel Festival Dedonderdagen, Antuérpia (BE)
Maio 04, Teatro Garcia de Resende, Évora (PT)
Junho 04, Espaço do Tempo, Montemor-o-Novo (PT)
Outubro 04, Diskurs Festival on Hope, Giessen (DE)
Outubro 04, Hospital Miguel Bombarda, Lisboa (PT) - (Prémio Reposição Teatro na Década do Clube Português de Artes e Ideias)
Novembro 04, Festival Y#2,Covilhã (PT)
Janeiro 05,Teatro Viriato, Viseu (PT)
Junho 05, Encontro de Nova Psicanálise,  Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa (PT)
Março 06, Her position in transition Festival, Vienna (AT)
Junho 06, Festival FITEI, Porto (PT)
Outubro 07, Intercity Festival, Florence (IT)
Maio 2014, Teatro Académico Gil Vicente, Coimbra (PT)

IMPRENSA
“WasteBand, breve tratado do amor e da ficção científica, narrativa de encantamento e quebra-cabeças de histórias cruzadas e de equilibrismo na colagem e acumulação de camadas de informação e estruturas formais de organização dramatúrgica e poética do espaço e do tempo”.
Claudia Galhós in “Jornal de Letras”

“the ingenious production WasteBand by the Portuguese Patricia Portela.(…) is (a) travel program into the best of allegories, WasteBand. Fundamental science, distorted signs and fake history give evidence in this performance of a real existing parallel universe of stories. The audience sits around a large conference table together with the artist and are taken on a masterfully calculated flight path through this universe (…) Portela projects dream dancers in zero gravity, remainders of memories of reality and the dissolving love story of Tania and Jose. «We live in an enormous novel» says Portela, the poetical travel guide and dazzling speaker, «in which nothing must be invented: all these images are already there”. 
Helmut Ploebst in de Standard; Viena Austria

“WasteBand - O sabor do futuro”
“muito futurista, muito conceptual e, também, muito divertido.(...) O futuro é sempre tentador.”
José Couto Nogueira in “O Independente”

“WasteBand é uma peça de fusão, em que tudo se liga.”
Cátia Felício in “Público”

“Wasteband faz uso do humor e da música, propondo uma espécie de work-in-progress, onde o tempo real acontece depois do tempo virtual. (...) o performer aborda formas retóricas como o debate, a conferência, o monólogo, e fala-nos de histórias de amor. (...) a estrutura final assume um formato entre a telenovela, video-jogo e ambiente de internet. 
In revista número

“Foi um espectáculo memorável para aqueles que assistiram, no passado dia 6 de Novembro no Teatro-Cine da Covilhã, à apresentação da “peça” Wasteband de Patrícia Portela, integrada no Festival Y#02. Foi a quebra de todos os tabus, na maneira de fazer teatro, de estar em palco e fundamentalmente na maneira de “agarrar” o espectador.”
In Jornal da Covilhã , António Gil

“Um notável processo de recriação do lugar do texto no teatro, designadamente, do lugar da palavra na sua relação directa com o público(...)Durante a representação, o espectador deriva entre a perplexidade, a overdose de informação e a constatação da vulnerabilidade humana”.
(...)a saturação da informação, quer ao nível das histórias contadas em pormenor quer ao nível das imagens e da documentação científica (e pseudo-científica), que conduz a uma abertura para a emoção, invulgar no momento cultural e artístico actual. (...)
(...)Numa minuciosa e inteligente estrutura, em que nada é deixado ao acaso, Patrícia Portela procura na situação teatral uma estratégia de comunicação com o espectador, pesquisando e renovando formatos de contar histórias”.
Ana Pais in Sinais de Cena

 
IMPRENSA LITERATURA
“(Wasteband) tão distante de um romance convencional como a Terra está da Lua."
in revista Visão

“Todos os bons romances são experimentais. (...) Mas uns são sempre mais experimentais do que outros. (…) Com habilidade literária e inventivos jogos formais Patrícia Portela não relata esse projecto (Wasteband) que, na verdade, nunca existiu. Pede antes ao leitor que faça parte da experiência, numa concepção de literatura enquanto jogo.”
Luís Ricardo Duarte in Time Out Lisboa

"Patrícia Portela cria, neste livro (Wasteband) que nos faz entrar num labirinto do tempo, uma fantástica aventura onde somos confrontados com a linha ténue que separa a realidade da ficção. (...) Esta é a transposição para papel de um sonho e de uma imaginação sem limites."
FS in Jornal de Negócios

"(em Wasteband) Tudo é estranho, mas tudo é familiar, e essa impressão é algo de fascinante(...)"
Carla Ribeiro in asleiturasdocorvo.blogspot.pt





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